quarta-feira, 22 de abril de 2009

Preparo de vídeos para buscas

O preparo de vídeos para buscadores ainda não é prática sistemática de muitos webmasters e editores de conteúdo online. Por isto os sites e autores que prestam mais atenção à sua "indexabilidade", aliada à sua acessibilidade, podem ser valorizados no resultados das buscas.

Melhores práticas para indexação de vídeos online incluem:

Publicar textos, marcações (tags) e palavras-chave próximos aos arquivos de vídeo, que tenham relação direta com o conteúdo e com os quais o público-alvo se identifique.

Estes textos e termos podem estar presentes nos vídeos, e neste caso funcionam como equivalentes textuais - necessários para a compreensão de pessoas com deficiência auditiva.

Caso não seja possível publicar equivalentes textuais, os textos devem identificar corretamente a narrativa e forma, bem como as suas características semânticas e subjetivas dos vídeos.

De qualquer forma é importante prover o máximo de informações sobre os arquivos aos sites de busca de vídeo (informações que também são úteis aos espectadores).

Criar nomes precisos para os arquivos, com termos fáceis de identificar, como por exemplo "Apresentação_CongressoCirurgico_4-4-2009.mov", que identifica o arquivo e o contextualiza no tempo e no espaço.

Em intranets, aplicar vocabulários controlados nos nomes de arquivos e nos textos das telas onde estão publicados, para facilitar a recuperação. Nomes como "LayoutWebSite_DeptoComunicacoes_4-4-2009.mov" identificam o conteúdo, o departamento a que o arquivo está relacionado e a data da sua utilização (ou produção, dependendo do uso).

Criar sitemaps em XML que identifiquem apenas os vídeos do site, com informações como data de criação e prioridade, por exemplo. Para mais informações sobre como formatar os arquivos dos sitemaps e onde colocá-los ver o site da Sitemap.org.

A ferramenta Google Video Sitemap Generator ajuda a construir sitemaps para indexação pelo Google - o protocolo utilizado é reconhecido apenas por este buscador. Compatível com Windows e Macs permite que webmasters, em três etapas, gerem arquivos que registrem vídeos publicados.

Formatar o mesmo arquivo de vídeo em diversos formatos, como Windows Media e QuickTime, para facilitar a divulgação viral.

Descrever, nas especificações do produto, processos para a equipe de atualização do site fazer a marcação dos vídeos novos.

Estimular a divulgação boca-a-boca entre pessoas que compartilham interesses afins, para gerar links externos e criar um efeito viral.

Preparar os arquivos de vídeo para circulação online, com elementos que despertem o interesse dos espectadores, para que fiquem motivados a recomendá-los para amigos e colegas.

CTRL + V Avellar e Duarte

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Portais detalham estratégias para vídeo

Em painel do CongressoTV 2.0 - realizado pela Converge nesta terça-feira, 14, em São Paulo -, os portais Terra, MSN e UOL detalharam suas estratégias para os conteúdos de vídeos online.

Pedro Rolla, diretor de mídia do Terra América Latina, destacou que o foco do canal de vídeos do portal, o Terra TV, é o conteúdo legal, que já se apresenta como um negócio rentável para a empresa, com a venda de publicidade. "O consumidor de internet já mostrou que aceita a publicidade em troca de conteúdo", diz.

O executivo também mostrou dados de crescimento de acessos na região e destacou o fato de o portal ter adquirido direitos exclusivos na AL para os próximos Jogos de Inverno (Vancouver/2011) e Olimpíadas (Londres/2012).

Já Enor Paiano, diretor de publicidade do UOL, apresentou as novidades da TV UOL, com conteúdos adquiridos, produzidos ou viabilizados via parceiras. Porém, ele destacou que o principal business do UOL é a internet - e não televisão.

Pelo MSN Vídeo, a executiva Andréa Fornes relatou que o portal detecta um movimento no comportamento do internauta, que cada vez se mostra menos propenso a uma atitude passiva diante do vídeo na web.

Para ela, a grande questão é a monetização dos vídeos online, uma vez que os conteúdos são propriedades caras para serem oferecidas de forma gratuita. E ela exemplificou, falando sobre o canal concorrente de videos pertencente ao Google: "O You Tube tem gastos de US$ 1 milhão/dia na hospedagem do conteúdo".

De acordo com Andrea, o MSN, que tem no Brasil 40 milhões de usuários para o seu comunicador instantâneo Messenger (o maior volume em todos os mercados), já monetiza este serviço ao conseguir fazer com que o usuário permaneça no portal mais tempo e trafegue por seus diferentes canais.

CTRL +V do Meio e Mensagem

terça-feira, 14 de abril de 2009

Saraiva lança serviço de filmes online este mês

A plataforma de aluguel e compra de filmes da Saraiva On-Demand, por meio da Internet, deve ser lançada comercialmente ainda este mês. Segundo o gerente de novas tecnologias da Microsoft, Richard Chaves, o serviço disponibilizará conteúdo HD, troca de legenda e áudio, entre outros features. A expectativa é que o lançamento aconteça nos próximos dias com 600 títulos de grandes estúdios.

Chaves conta também que o foco do serviço é oferecer filmes para que as pessoas assistam pelo computador. O conteúdo estará protegido contra gravação em mídia DVD, por exemplo. Ele lembra que, caso seja constatado que o serviço não está agradando o usuário, as empresas já estudam outros modelos possíveis, como a venda de uma caixa, disponível nas lojas Saraiva, capaz de receber o filme e disponibilizá-lo na televisão. O modelo da Saraiva On-demand é parecido com o que está sendo adotado pela Netflix e pelas Amazon nos EUA.

O modelo de aluguel de filmes via Internet tem se mostrado interessante, segundo dados apresentados por Chaves. Segundo o executivo, em três meses, usuários de consoles de games XBox nos EUA adquiriram 1,5 bilhão de minutos de filmes por meio do Netflix.

Interação e engajamento
O executivo da Microsoft apresentou alguns dados sobre o comportamento dos usuários de Internet e os espectadores de televisão, durante palestra no TV 2.0, evento que aconteceu nesta terça-feira, 14, em São Paulo, promovido por TELA VIVA e TELETIME.

Segundo Chaves, 11% dos espectadores que assistiram ao Oscar navegavam na Internet ao mesmo tempo. Ainda durante a transmissão da premiação, pessoas que acessavam o Facebook assistiram 50% a mais do show do que a média do espectador pela TV.

Ele apresentou ainda uma pesquisa que mostra que os features preferidos pelo usuário em plataformas de TV online seriam o primetime em qualquer hora (para 55% dos usuários) e o modelo de catch up TV (para 53%).

No entanto, a TV ainda é o meio preferido de 94% dos americanos para assistir vídeos. Segundo o executivo, 62% dos internautas assistem TV enquanto navegam.

Por Daniele Frederico da Tela Viva

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Tela Viva: Esporte Interativo transmitirá jogos ao vivo pela web e celular

A Esporte Interativo oferecerá durante a temporada 2009 cerca de 300 jogos de futebol ao vivo, gratuitamente, pela Internet e pelo celular. Serão jogos do campeonato inglês, eliminatórias da Copa do Mundo (jogos sulamericanos e europeus), Liga dos Campeões e Sulamericano Sub-17.

A Esporte Interativo compra direitos esportivos internacionais e exibe os jogos em seu canal de sinal aberto nas parabólicas de banda C. A empresa já explorava conteúdos on-demand na web e no celular (tem parceria com as principais operadoras), mas até hoje não transmitia jogos ao vivo. Os jogos que irão para a web são os mesmos que o canal exibirá na TV.

Segundo o diretor executivo da empresa, Mauricio Portela, o conteúdo é oferecido de graça para o espectador, e o modelo se baseia em receitas publicitárias. "Nossa visão é convergente, comercializamos pacotes integrados em todas as mídias: TV, web e celular", conta.

Além dos jogos ao vivo, a Esporte Interativo também oferecerá conteúdos on-demand, como gols e melhores momentos, de outras 400 partidas ao longo do ano.

por André Mermelstein na Tela Viva

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Como fazer seu vídeo se tornar viral

O consumo de vídeos na internet é um esporte de contato - a visualização inicial é somente um portal para que se possa comentar, dar notas, enviar para amigos e até remixar o conteúdo original. E o que as marcas devem fazer diante deste novo comportamento do consumidor, fazendo seus vídeos se tornarem virais e ter em mãos milhões de impressões sobre si sem custos?

Nossa experiência mostra que há um mundo de diferenças entre construir uma campanha de vídeo que quer ser viral e dar origem a uma que atinja o consumidor desejado e amplie essa gama. O buraco entre vídeos de sucesso e os que não o atingem é de 20 vezes em termos de alcance da campanha.

Ações como T-Mobile: Dance ou Guitar Hero: Bike Hero foram aceitas pela audiência online, que se encarregou de espalhar, em um círculo virtuoso onde os números só crescem: ambas tiveram em média mais de 150 inserções e 7 milhões de visualizações após dois meses de seu lançamento. Por outro lado, campnhas como Nike: Kobe Bryant Ankle Insurance ou Virgin Atlantic: 25 Years, Still Red Hot tiveram menos de meio milhão de visualizações. Isso porque o número mágico para indicar que uma campanha deu certo é um milhão.

As bem sucedidas costumam quebrar essa barreira já nas primeiras semanas. Descobriu-se que 35% do total de acessos a um viral ocorrem na primeira semana, na fase inicial de crescimento, que acaba definindo a trajetória como um todo.

As campanhas têm depois disso uma fase de duas semanas de transição, quando a audiência cresce 20% semanalmente. Campanhas bem-sucedidas e as que não deram certo costumam ter uma taxa parecida neste período, daí, a importância da semana inicial.

Finalmente, após o crescimento e transição, as campanhas virais tendem a ficar em uma fase constante, crescendo 10% ou menos por semana.

Para cada case de sucesso, como Evolução da Beleza, de Dove, ou até a antiga Wassup, de Budweiser, há dezenas de outros que tiveram seus objetivos grandiosos derrubados pela realidade. Mas entender os dados por trás de cada campanha dessa nos deixa próximos de entender, e talvez influenciar, o comportamento neste espaço.

Dicas para tornar o vídeo um sucesso:

Plante inteligentemente: nem todos os sites de vídeos atingem aos mesmos públicos. Se seu alvo são rapazes jovens, talvez a opção seja o Break.com.

Pense em profundidade, não largura: Campanhas de sucesso não distribuem vídeos em 50 redes de uma só vez. Ao invés disso, selecione 3 a 5, compre mídia para suporte, alcance a imprensa especializada e os usuários, e tente chega à lista de "Mais assistidos" na maior parte deles.

Não conte para todos: Veja as campanhas I´am a PC, com Jerry Seinfeld e Bill Gates, e Gorilla, da Cadbury. Elas deixaram as pessoas se perguntando "Isso é real?", "Eles realmente fizeram isso?", ajudando a propagar o conteúdo.

Da AdAge, por Matt Cutler, diretor de marketing da Visible Measures

CTRL+V do Meio & Mensagem

quarta-feira, 1 de abril de 2009

YouTube passa dos 100milhões de usuários nos EUA

Segundo o relatório da ComScore, em janeiro o YouTube ultrapassou pela primeira vez os 100 milhões de usuários, com aumento de 15% sobre o tempo de permanência no mês anterior (isso só nos EUA).

Mais de 147 milhões de internautas americanos assistiram uma média de 101 vídeos por usuário em Janeiro. Na pesquisa, depois do YouTube, ficou a Fox interactive (62.1 mi) seguido pelo Yahoo! (41.9 mi) e Microsoft (30 mi).

Este números são referentes ao conglomerado das companhias, como exemplo o Yahoo! que além do seu site de vídeos, também entram neste estudo os sites de música e de cinema, que não fazem parte de um site único, mas são partes do conglomerado Yahoo!.

Apesar dos números altos e por somarem todas os sites de cada conglomerado, podemos ver o poder que o vídeo online vem tendo na internet e torcemos para que a banda larga seja cada vez mais distribuida no Brasil e assim os sites de vídeo tenham milhões e milhões de usuários para que seja algo viável e grandes investimentos possam ser realizados no setor.